quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Beirando a loucura.

Estou beirando a loucura. Oh, estou caminhando ao redor da loucura. Ela é tão atraente que tenho vontade de entrega-me rapidamente. O pouco de consciência que ainda me resta diz que devo ser forte e não me entregar. Ele diz que ela é falsa. Sim, é uma falsa ilusão (como diz 'más línguas'). E quem não gosta de uma falsa ilusão de vez em quando? Dilema...
Talvez, seja este o caso. Não preciso exatamente da loucura, mas sim de uma falsa ilusão. Falsa ilusão daquela presença, da voz, do cheiro. Isso! Eu quero isto! O grande problema é que a falsa ilusão está tão inserida na loucura, que por muito pouco eu não percebo a distinção entre ambas. Continuo caminhando...
Sigo em frente, de cabeça baixa, pensando. Não quero ver o que me circunda. Ah não, fala sério! Não gosto de analisar o que se passa ao redor, tenho certeza de que não me agradará mesmo. Ora.
Na verdade, seria ainda melhor se não pensasse nesses fatos.
Pois bem, continuo beirando a loucura. Ainda não tinha reparado que ela tem um charme muito interessante. Me atrai peso. Nossaa! Fico pensando como seria se eu deixasse-me envolve por este charme. Não sei se eu ainda seria eu, ou se ela me tornaria uma louca como outra qualquer.
De repente, não percebendo o que está acontecendo comigo; começo a andar de uma lado para o outro, sem parar. Não paro, continuo andando, andando. Não sinto dor na perna, não sinto nada. Aquilo de alguma forma, me ajuda. Não sei explica como, mas ajuda.
Não fico mais pensando se entrego a loucura ou não. Não penso mais. Não existe pensamento. Não!
Tenho vontade de gritar; gritar um 'NÃO' para a multidão.
És que um 'não' surge aos meus ouvidos. Não foi um 'não' dito por mim, mas por alguém. Este 'não' disse-me que eu não poderia ter feito o que fiz. Eu não consegui entender sobre o que esta pessoa estava falando. Continei a andar. Fui logo impedida após alguns segundos. Fui sacudida. Sentir o peso de uma mão sobre meu rosto. Não sentir dor alguma. Parei.
Finalmente, conseguir levantar a cabeça e vi o que estava acontecendo. Já não beirava a loucura, não não não. Eu estava imersa na loucura. Flutuando sobre uma falsa ilusão.



2 comentários:

  1. És de Belém *-*

    que coincidência ...

    Gostei do blog.

    beijos

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  2. A loucura não somos nós, a loucura é sempre ela, em nós.

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